"É só um lançamento no centro de custo errado, a gente corrige depois."
Não é. E o prejuízo maior aparece só no ano que vem.
Esta semana, num fechamento, o orçamento de uma área estava estourado. Fomos abrir linha por linha: reforma de uma sala comum, material de limpeza, móveis, postagem. Nada daquilo tinha relação com a área. Alguém precisou classificar, não sabia a quem perguntar, e escolheu no chute.
O efeito imediato todo mundo enxerga. A área é cobrada por um desvio que não é dela, e o gestor perde a confiança no relatório que deveria usar para decidir.
O efeito que quase ninguém enxerga é o segundo.
O orçamento do ano seguinte costuma nascer do histórico. Se o gasto errado ficar onde está, ele vira base, vira meta e vira cobrança. O erro de um mês se transforma em premissa de doze.
Duas práticas que aplicamos ali:
Marcar o que é pontual como pontual, para que não entre na base do próximo ciclo.
Separar o extraordinário do recorrente na leitura do resultado, para que uma despesa que não vai se repetir não distorça a comparação.
Centro de custo não é etiqueta contábil. É endereço de responsabilidade.
Na sua empresa, quem decide o centro de custo de um lançamento duvidoso?
#Controladoria #Orçamento #CentroDeCusto
Publicado originalmente no LinkedIn em 27 de agosto de 2026. Ver o post original
