Início Plataforma Copilot Integrações Metodologia Serviços Casos de Sucesso Planos Blog Melhores Materiais Universidade Treasy Biblioteca Treasy Caixa de Ferramentas Controller Cast Canal no YouTube Trilhas de Conhecimento Treasy para seu Negócio
Entrar
Treasy BI Financeiro Treasy Planejamento Experimentar grátis →
Planejamento e Estratégia Artigos

DECIDE: o framework que ajuda controllers e CFOs a decidir com mais clareza

Aprenda a aplicar o modelo DECIDE no financeiro e na controladoria, definir critérios, comparar alternativas e tomar decisões mais claras e estratégicas.

Neste artigo

Quando o seu celular desperta todos os dias, você tem, no mínimo, três opções. A primeira e mais óbvia, levantar-se. A segunda, voltar a dormir e a terceira, ficar alguns minutos mais na cama, dando aquela checada no celular.

E isso é apenas o início do seu dia. Pesquisadores estimam que um adulto toma cerca de 35 mil decisões por dia, considerando apenas as escolhas conscientes. Entre pequenos hábitos automáticos e decisões profissionais de alto impacto, estamos constantemente avaliando opções, filtrando informações, comparando cenários e tentando prever consequências.

E por conta desse emaranhado de decisões que temos que tomar, acabamos sofrendo de uma sobrecarga mental. Conhecido também pelo termo em inglês “choice overload”, o fenômeno parte do princípio de que o excesso de alternativas gera dúvida, retrabalho, arrependimento ou até a famosa paralisação. E se na vida pessoal isso já é cansativo, na rotina de um controller ou CFO pode se transformar em perda de eficiência.

Nem precisamos explicar muito para convencê-lo, afinal, você sabe que em finanças cada escolha importa: priorizar projetos, alocar orçamento, aprovar investimentos, validar cenários, realizar cortes, revisar processos e responder ao board…mesmo decisões aparentemente simples carregam impacto em diversas frentes.

Por isso, aplicar um modelo estruturado de tomada de decisão é uma boa prática essencial. Aí que o framework DECIDE faz diferença, pois ele busca organizar o processo decisório e reduzir vieses cognitivos. Para controllers e CFOs, o modelo pode ser uma mão na roda para tomada de decisões melhores, mais rápidas e mais coerentes com os objetivos da empresa.

O que é o modelo DECIDE?

DECIDE é um framework para tornar o processo de tomada de decisão organizado, objetivo e racional. Sua origem vem da psicologia cognitiva, mas acabou também tomando conta do ambiente corporativo. A principal razão para isso é que o método é simples, replicável e extremamente útil em ambientes complexos.

Apesar de “decide” existir em português, o nome do modelo vem do termo em inglês. Cada letra representa uma etapa específica do processo decisório:

D - Definir o problema

E - Estabelecer critérios

C - Considerar alternativas

I - Identificar a melhor alternativa

D - Desenvolver e implementar o plano

E - Avaliar e monitorar resultados (Evaluate and monitor the solution)

Observe, portanto, que o modelo DECIDE divide o processo decisório em etapas claras e lógicas, o que acaba ajudando a trazer mais embasamentos nas decisões.

Por que adotar o modelo DECIDE no financeiro e na controladoria?

Tomar decisões sabendo que uma mudança aparentemente pequena pode trazer um grande problema lá na frente requer uma combinação de frieza analítica e controle emocional.

Quer um exemplo bem simples? Imagine que sua empresa esteja com problemas para se manter de pé porque as vendas caíram e os gastos aumentaram. Então, alguém vem com a sugestão de fazer um corte de pessoal preventivo.

Logo em seguida, outro gestor afirma exatamente o contrário: que o problema é a falta de mão de obra qualificada e que reduzir o time agora poderia comprometer a operação justamente no momento em que há demanda para crescer.

E quando tudo parece se resumir a “demitir ou não”, outra pessoa afirma que o preço de venda não está cobrindo os custos. Três diagnósticos, três leituras completamente diferentes e uma decisão de alto impacto na mesa.

Descascar esse abacaxi não é uma tarefa fácil porque, quando tratamos de financeiro e controladoria, raramente existe uma única resposta óbvia. O que existem são cenários, riscos, impactos e trade-offs que precisam ser avaliados com método. E o modelo DECIDE está aí para ser esse método, trazendo vantagens como:

  • Separar o que é percepção do que é fato;
  • Definir critérios claros para a tomada de decisão;
  • Evitar decisões tomadas por impulso;
  • Eliminar vieses cognitivos (como excesso de confiança, viés de confirmação ou ancoragem em opiniões individuais);
  • Comparar alternativas de forma estruturada;
  • Registrar o racional por trás da decisão.

Mão na massa: as seis etapas do modelo DECIDE aplicadas ao financeiro

Resumindo tudo o que foi falado até aqui, o método DECIDE ajuda a organizar a análise, conduzir a discussão e trazer transparência para escolhas que afetam diretamente o caixa, a operação e a estratégia.

Mas nada disso faz sentido se não soubermos como aplicar o framework na prática, concorda?

Para explicar e ilustrar cada etapa, vamos usar situações que fazem parte da rotina de muitos controllers e CFOs. O objetivo aqui é mostrar como o DECIDE ajuda a transformar decisões complexas em análises claras, bem fundamentadas e sustentáveis.

Na sequência, acompanhe como aplicar cada uma das seis etapas do modelo no dia a dia da gestão financeira.

1 - Definir o problema

Antes da tomada de decisão, é preciso entender qual é o problema. Por mais óbvio que isso seja – e realmente é –, essa costuma ser a etapa mais negligenciada. O motivo é que no dia a dia do financeiro e da controladoria muitos sintomas parecem problemas, mas raramente são a causa raiz.

Para exemplificar, vamos imaginar uma indústria de médio porte que cresce 25% ao ano, mas vê sua margem despencar. A diretoria concluiu rapidamente: “os custos estão fora de controle”. No entanto, quando o time de controladoria começa a investigar, descobre que:

  • Há erros recorrentes de classificação entre linhas de produto;
  • Parte do processo de fechamento ainda depende de planilhas manuais;
  • Margens por canal não são acompanhadas individualmente;
  • Descontos comerciais cresceram sem acompanhamento de impacto na margem;
  • Despesas logísticas aumentaram com a expansão geográfica, mas não estavam corretamente alocadas.

Ou seja, o “problema” seria muito mais fácil se fosse o custo em si. Mas o que se pode perceber nesse primeiro momento é que há algo maior a ser resolvido, como a falta de acuracidade e integração dos dados, dificultando a visão real da margem e distorcendo a análise financeira.

Resumindo: definir o problema é saber diferenciar sintomas de causas profundas.

Dica Treasy: técnica dos 5 porquês (5-why)

Já que a definição do problema é a etapa que pode direcionar (ou desviar) todo o processo decisório, vale investir em ferramentas que ajudem a chegar à causa raiz com mais rapidez e precisão.

Uma das mais utilizadas é a 5-why, ou 5 porquês. Como o nome sugere, a ideia é fazer a pergunta “por quê?” repetidas vezes, até chegar ao ponto de origem do desvio. Às vezes são cinco perguntas; às vezes, um pouco mais ou menos.

Voltando ao exemplo da indústria de médio porte que cresce 25% ao ano, mas vê sua margem despencar, esse poderia ser um caminho possível:

  • Por que a margem caiu? Porque o SG&A (Selling, General and Administrative Expenses) ficou acima do planejado.
  • Por que o SGA aumentou? Porque houve crescimento expressivo em despesas administrativas e comerciais ao longo do trimestre.
  • Por que essas despesas cresceram? Porque várias áreas passaram a contratar serviços, renovar licenças e solicitar pequenas aquisições sem análise de impacto no orçamento.
  • Por que essas contratações e compras aconteceram sem controle? Porque a política de aprovação de gastos menores (ticket baixo) era flexível e não havia visibilidade consolidada dessas despesas no acompanhamento mensal.
  • Por que não havia visibilidade consolidada? Porque o controle era feito de forma descentralizada, por planilhas, sem integração com o ERP, impedindo o financeiro de identificar rapidamente a tendência de aumento.

Com esse exemplo, veja que o problema não é apenas “SG&A estourou”. A causa raiz é a falta de controle e visibilidade sobre pequenos gastos, que, somados, se transformaram nos famosos gatos gordos e acabaram corroendo a margem sem que ninguém percebesse.

2 - Estabelecer critérios

A segunda etapa do DECIDE é definir critérios objetivos para orientar a decisão. Esses critérios são fundamentais para traçar o melhor caminho (do contrário, qualquer caminho a ser seguido parece ser viável).

Uma pergunta que ajuda a dar o pontapé é: o que é mais importante nessa situação em que sua empresa está enfrentando? É custo, tempo, eficiência, eficácia, qualidade ou satisfação da equipe?

No contexto do financeiro e da controladoria, esses critérios geralmente envolvem:

  • Impacto no caixa (curto, médio e longo prazo);
  • Risco operacional ou fiscal;
  • Tempo de implementação;
  • Dependência de outras áreas ou de TI;
  • Complexidade do processo;
  • Retorno esperado (ROI ou payback);
  • Efeito na margem de contribuição, no EBITDA e no Custo das Mercadorias Vendidas (CMV);
  • Requisitos regulatórios ou de compliance.

No exemplo da empresa que teve queda na margem, entendemos que o SG&A cresceu além do planejado por falta de controle. Nessa segunda etapa do modelo DECIDE, o controller precisa definir critérios para decidir quais ações adotar para recuperar a performance.

Alguns critérios possíveis seriam:

  • Critério 1: atuar primeiro nos “gastos gordos”, ou seja, despesas pulverizadas e de baixo valor que, somadas, pesam na estrutura.
  • Critério 2: evitar medidas que afetem negativamente o time ou os clientes, preservando a capacidade operacional.
  • Critério 3: priorizar soluções com retorno mais rápido, como revisão de políticas, padronização de aprovações ou centralização de compras.
  • Critério 4: garantir mais controle, alinhando o planejamento orçamentário com o plano estratégico e evitando decisões que resolvem o curto prazo, mas criam riscos no médio prazo.

3 - Considerar alternativas

Na terceira etapa, você deve atuar como um detetive. É o momento de investigar possibilidades, levantar hipóteses, explorar cenários e mapear todos os caminhos possíveis antes de tomar a decisão final. Aqui, o objetivo é ampliar o campo de visão (e não tomar uma decisão).

Destacamos que essa etapa ajuda a evitar decisões precipitadas, mas para isso, é preciso lembrar que, no financeiro e na controladoria, “alternativa” é uma palavra ampla que pode ser:

  • Ajustes de processo: padronização, automatização, revisão de fluxos.
  • Mudanças em políticas internas: limites de aprovação, governança, compliance.
  • Revisão de contratos e fornecedores: renegociação, consolidação, mudança de escopo.
  • Realocação de recursos: redistribuição de headcount, remanejamento de budget.
  • Investimentos pontuais: novas ferramentas, integrações, pequenas melhorias tecnológicas.
  • Cortes ou reduções graduais: despesas discricionárias, viagens, treinamentos, consultorias.
  • Manter o status quo por mais um ciclo: quando o melhor a fazer é observar antes de agir.

As alternativas são elaboradas com base nos critérios estabelecidos na etapa 2. No caso da empresa cuja margem caiu devido ao aumento do SG&A, causado pela falta de controle, algumas alternativas possíveis seriam:

  • Centralizar compras: reduz gatos gordos (critério 1) e tem retorno rápido (critério 3).
  • Rever políticas de aprovação: evita gastos pulverizados e melhora a governança (critério 1).
  • Automatizar processos: reduz retrabalhos, melhora eficiência e tem impacto rápido (critério 3).
  • Renegociar contratos: reduz SG&A sem afetar equipe ou clientes (critério 2).
  • Reavaliar terceirizações: pode reduzir custos sem mexer na estrutura (critério 2).
  • Acompanhar SGA por centro de custo: alinha ao orçamento (critério 4).
  • Ajustar premissas: alinha ao plano estratégico e ao orçamento (critério 4).

Nesta terceira etapa, note que é como se você tivesse um cardápio de alternativas. Como o objetivo é apenas explorar as opções, até este momento nenhuma decisão é tomada.

A partir do próximo passo do modelo DECIDE é que a análise começa a ganhar direção, pois é hora de comparar as alternativas com os critérios definidos anteriormente e identificar qual delas (ou qual combinação delas) atende melhor às necessidades do negócio.

4 - Identificar a melhor alternativa

Você definiu o problema, estabeleceu os critérios e considerou as alternativas. Na quarta etapa é que o processo ganha mais foco, uma vez que é nesse momento que o controller compara cada alternativa à luz dos critérios definidos anteriormente.

Destacamos que o passo quatro do modelo DECIDE faz com que a decisão deixe de ser uma discussão baseada em percepções para ser conduzida por fatos, dados e alinhamento estratégico.

Uma boa prática é criar uma matriz simples cruzando alternativas x critérios:

  • Quais caminhos atendem melhor o que é prioritário;
  • Quais têm impacto mais rápido no resultado;
  • Quais exigem mais tempo, investimento ou dependência de outras áreas;
  • Quais parecem boas ideias, mas não se encaixam nos critérios definidos.

Vamos seguir com o caso da empresa com aumento do SG&A. Foram mapeadas diversas alternativas (etapa 3), mas agora é preciso escolher a(s) melhor(es). Ao comparar essas alternativas com os critérios da etapa 2, a análise pode mostrar o seguinte:

Centralizar compras administrativas

  • Atende perfeitamente ao critério 1 (reduzir gastos gordos).
  • Tem retorno rápido (critério 3).
  • Tem baixo impacto no time.

➡️ Alta aderência aos critérios.

Rever políticas de aprovação para pequenos gastos

  • Ataca a raiz do problema (gastos pulverizados).
  • Baixa complexidade de implementação.

➡️ Alta aderência.

Renegociar contratos

  • Reduz SG&A sem prejudicar a operação.
  • Exige mais tempo e negociação.

➡️ Aderência moderada, excelente como complemento.

Cortes abruptos em viagens, treinamentos ou consultorias

  • Reduz SG&A, mas afeta equipe e clientes.

➡️Baixa aderência aos critérios, não recomendado como solução principal.

Acompanhar SG&A por centro de custo

  • Fortalece governança e alinhamento ao orçamento.

➡️ Boa aderência, útil como ação de sustentação.

Conclusão da etapa 4

Ao fazer a análise, o controller consegue identificar que as melhores alternativas são aquelas que:

  1. Atacam diretamente os gastos gordos: centralização de compras + revisão de aprovações;
  2. Têm retorno rápido: centralização de compras
  3. Não prejudicam equipe nem clientes: revisão de políticas, renegociação gradual
  4. Melhoram governança e sustentabilidade no médio prazo: acompanhamento por centro de custo

Ou seja, com base nessa análise, a melhor alternativa não é uma única ação, mas um conjunto de ações que atendem integralmente aos critérios.

5 - Desenvolver e implementar o plano

Agora que as melhores alternativas foram identificadas (ou a melhor), vem a parte de transformar a decisão em execução. Para isso, na quinta etapa do framework DECIDE o foco é desenvolver um plano de ação estruturado, com responsáveis, prazos, recursos necessários e indicadores de acompanhamento.

Em outras palavras, é aqui que a decisão sai da análise e entra na operação. E, para garantir que nada fique solto, uma ferramenta que ajuda muito é o 5W2H. Ela orienta o planejamento de maneira clara, objetiva e fácil de comunicar às áreas envolvidas.

A lógica do 5W2H funciona assim:

Os 5W:

  • What (o que será feito?)
  • Why (por que será feito?)
  • Where (onde será feito?)
  • When (quando será feito?)
  • Who (por quem será feito?)

Os 2H:

  • How (como será feito?)
  • How much (quanto vai custar?)

Na prática, a etapa 5 funciona como uma ponte entre a melhor alternativa escolhida e a execução disciplinada, garantindo ritmo, alinhamento e responsabilidade em cada ação prevista.

E para ajudar ainda mais, disponibilizamos uma planilha de plano de ação. É só clicar na imagem para fazer o download gratuito:

6 - Avaliar e monitorar resultados

A decisão foi tomada e um plano de ação foi colocado em prática. Sentar e esperar o resultado não é uma opção. É preciso ser proativo, o que significa monitorar os resultados para identificar se tudo está saindo conforme o esperado ou se é necessário tomar alguma outra ação.

O controller deve acompanhar indicadores que respondam a perguntas como:

  • A ação trouxe o impacto esperado?
  • O retorno aconteceu no prazo previsto?
  • Algum risco não mapeado apareceu durante a execução?
  • A mudança gerou efeitos colaterais na operação, no time ou nos clientes?
  • A solução resolveu a causa raiz ou apenas o sintoma?
  • O processo de tomada de decisão pode ser melhorado para as próximas vezes?

Assim como a primeira etapa, a última costuma ser negligenciada. Contudo, entenda que o monitoramento é um passo importante para entender se a empresa está no caminho certo.

Por exemplo, depois de implementar ações para centralizar os gastos e reduzir em 30% o percentual de despesas SG&A no primeiro trimestre, percebeu-se uma queda de apenas 12%. Esse resultado acende alguns alertas importantes:

  • As ações escolhidas foram suficientes? Talvez parte dos gatos gordos não tenha sido mapeada corretamente. Ou, ainda, talvez os dados não estejam estruturados.
  • A execução ocorreu conforme o planejado? Pode ser que algumas áreas ainda não estejam seguindo as novas políticas de aprovação.
  • Os contratos renegociados trouxeram o ganho esperado? Em alguns casos, economias projetadas só aparecem meses depois.
  • Alguma variável externa influenciou o resultado? Aumento sazonal de despesas comerciais, por exemplo.

Com base nessa análise, o controller pode tomar ações complementares. O importante aqui é entender que o ciclo de melhoria e aprendizado deve ser contínuo. No fim, além de resolver o problema, o modelo DECIDE busca também garantir que cada decisão se torne mais madura, mais rápida e mais bem calibrada que a anterior.

Conclusão

O modelo DECIDE é uma ferramenta para tomada de decisão que ajuda a separar sintomas de causas, organizar critérios, comparar alternativas e transformar escolhas em planos executáveis. Destacamos que, quando levado a sério, ele pode contribuir com os resultados da empresa. E o que isso quer dizer?

“Levar a sério” significa seguir as etapas, mas também entender que uma decisão estruturada depende de dados bem organizados, atualizados e acessíveis. Para isso, contar com ferramentas que facilitem a análise é fundamental.

Com o BI Financeiro da Treasy você consegue:

  • Visualizar indicadores atualizados em tempo real;
  • Analisar evoluções, variações e tendências em poucos cliques;
  • Realizar comparativos, análises verticais e horizontais;
  • Explorar dados com drill-down, filtros e cortes por área, produto ou centro de custo;
  • Acompanhar Planejado × Realizado × Histórico sem planilhas paralelas;
  • Estruturar o planejamento orçamentário de forma colaborativa;
  • Projetar cenários e fazer simulações para embasar decisões com mais segurança.

Tudo isso de forma simples e intuitiva. E o melhor? Você e seu time podem começar a utilizar o Treasy BI Financeiro gratuitamente agora mesmo (sem necessidade de dados de cobrança).

Experimente o BI Financeiro da Treasy. Clique na imagem abaixo e crie sua conta em menos de um minuto.

BI Financeiro Gratuito

Perguntas frequentes

O que é o framework DECIDE?
DECIDE é um modelo estruturado de tomada de decisão que divide o processo em 6 etapas: Definir o problema, Estabelecer critérios, Considerar alternativas, Identificar a melhor alternativa, Desenvolver e implementar o plano, e Avaliar e monitorar resultados. Cada letra representa uma etapa, tornando a decisão mais racional e menos baseada em intuição ou pressão emocional.
Por que controllers e CFOs precisam de um framework para tomar decisões?
Porque no financeiro, cada decisão carrega impacto direto no resultado. Decisões sobre orçamento, investimentos, cortes de custo e alocação de recursos afetam múltiplas áreas da empresa. Um framework estruturado reduz vieses cognitivos, acelera o processo e deixa a decisão alinhada com os objetivos da organização.
Qual é a primeira etapa do DECIDE?
Definir o problema. Isso significa entender exatamente qual é a questão que você precisa resolver, não apenas os sintomas. Por exemplo: não é 'vendas caíram', mas 'por que as vendas caíram neste trimestre e qual é o impacto projetado nos próximos 3 meses'.
Como estabelecer critérios de decisão no financeiro?
Critérios são os fatores pelos quais você vai avaliar as alternativas. Na controladoria, podem ser: impacto no fluxo de caixa, ROI esperado, risco operacional, alinhamento estratégico, tempo de implementação ou impacto na margem. O importante é definir isso antes de comparar as opções, não depois.
O que significa 'considerar alternativas' no DECIDE?
É listar todas as opções possíveis para resolver o problema, sem descartar nenhuma prematuramente. No exemplo do post, seriam: cortar pessoal, aumentar investimento em qualificação, revisar preços de venda, otimizar custos operacionais, ou uma combinação delas. Ter todas na mesa evita decisões enviesadas.
Como identificar a melhor alternativa usando o DECIDE?
Você avalia cada alternativa contra os critérios que estabeleceu na etapa 2. Por exemplo, se 'impacto no caixa em 30 dias' é critério 1 e 'retenção de talentos' é critério 2, você pontua cada opção nesses dois aspectos. Isso deixa a escolha mais objetiva e defensável perante o board.
O DECIDE funciona para decisões pequenas ou é só para decisões estratégicas?
Funciona para ambas. Uma empresa com maturidade financeira avançada usa o framework desde decisões de médio impacto até decisões de transformação. O modelo escala: uma decisão simples leva 15 minutos; uma complexa, uma semana de análise.
Qual é a vantagem de desenvolver um plano de implementação antes de executar?
Porque a melhor decisão no papel pode ser desastrosa se a implementação for caótica. Na etapa de 'desenvolver', você define: quem executa, quando, com quais recursos, quais são os riscos conhecidos e como mitigá-los. Isso transforma a decisão em ação real.
Por que a avaliação e monitoramento são a última etapa do DECIDE?
Porque decidir não é o fim, é apenas o meio. A última etapa garante que a decisão gerou o resultado esperado. Se não gerou, você corrige o rumo rápido. Para um CFO, isso significa acompanhar KPIs, comparar P×R e ajustar trimestral ou mensalmente conforme necessário.
O DECIDE reduz retrabalho em decisões financeiras?
Sim. Quando você aplica o framework, evita decisões precipitadas que viram problemas depois. Reduz também discussões circulares porque o modelo força clareza: problema definido, critérios alinhados, alternativas comparadas, escolha justificada. Menos réplica, menos 'e se a gente tivesse feito diferente'.
Como lidar com decisões financeiras que têm critérios conflitantes?
Isso é normal. Um corte de custo pode melhorar o caixa mas prejudicar a retenção de talento. O DECIDE não resolve conflito, mas força você a ser explícito sobre o trade-off. Você define o peso de cada critério (caixa vale 60%, retenção vale 40%) e escolhe com consciência do que está deixando de lado.
O DECIDE funciona em decisões urgentes ou só para decisões que têm tempo?
Funciona em ambas, mas com ritmo diferente. Uma crise de fluxo de caixa pode ser DECIDE em 4 horas. Um planejamento orçamentário é DECIDE em 3 semanas. A estrutura é a mesma; o que muda é quanto tempo você dedica a cada etapa.
Vieses cognitivos ainda aparecem mesmo usando o DECIDE?
Sim, mas o framework reduz bastante. O problema é que vieses como 'ainda queremos demitir' ou 'confio mais em fontes de informação que apoiam a nossa hipótese inicial' continuam agindo. Por isso, o DECIDE funciona melhor com dados reais (não achismo) e com uma segunda opinião de outro gestor ou analista.
Como usar o DECIDE em decisões com múltiplos departamentos envolvidos?
Cada departamento traz seus critérios para a mesa: operações quer tempo de implementação curto, RH quer impacto em clima organizacional, financeiro quer ROI. O framework força discussão clara sobre o que importa para cada um e qual critério tem mais peso na decisão final. Gera mais consenso porque o processo é transparente.
Qual ferramenta ou planilha posso usar para aplicar o DECIDE?
Uma planilha simples com colunas para: problema, critérios, alternativas, nota de cada alternativa em cada critério, e score total funciona bem. Alguns usam matriz de decisão (também chamada matriz de comparação). O importante é estruturar, não a ferramenta em si. Ferramentas de FP&A mais maduras já integram lógica de cenário para testar decisões financeiras.
O DECIDE é específico para finanças ou posso usar com outros departamentos?
É universal. O framework foi criado em psicologia cognitiva e aplica-se a qualquer decisão estruturada: RH, operações, marketing, TI. No financeiro, é especialmente valioso porque as consequências são mensuráveis e o viés emocional é alto.
Como documentar uma decisão tomada com o DECIDE para o board?
Mostre: o problema que você enfrentava, os critérios que definiram a análise, as 3 ou 4 alternativas principais, a comparação entre elas, a escolha e o porquê. O board quer ver o raciocínio, não apenas a conclusão. Isso também gera confiança porque mostra que a decisão foi pensada, não um achismo.
Quanto tempo leva para uma equipe aprender a usar o DECIDE?
Uma apresentação de 30 minutos e duas ou três aplicações práticas já deixam o time confortável. O modelo é simples; o desafio é a disciplina de aplicar todas as 6 etapas mesmo quando o negócio está pressionado. Equipes que praticam por 3 meses tornam o DECIDE um hábito.

Leia também

Planejamento e Estratégia

Do planejamento à execução: os 3 passos da gestão estratégica

Planejamento e Estratégia

4 dicas para o planejamento de sua empresa!

Planejamento e Estratégia

5 dicas para ter um planejamento estratégico efetivo